terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sobremesa top para dietas

Hoje faz apenas 5 dias que comecei uma dieta, na verdade, foi muito mais que uma dieta, foi uma mudança de vida. Reeducação alimentar e adoção de hábitos saudáveis.

Nos primeiros dias, tudo estava mais fácil e contei especialmente com a ajuda de uma crise de garganta inflamada. Já conhecida minha, geralmente compromete minhas cordas vocais e precisa de tratamento por até 30(trinta) dias. Mas, como já sabemos, o melhor remédio está na alimentação saudável. Bingo!!! 5 dias comendo bem e a garganta já apresenta visíveis sinais de melhora. Com isso, retornou também a fominha, vontade de beliscar...velhas conhecidas.

Resolvi então usar e abusar da gelatina, alimento de baixa caloria, sacia a fome e de quebra é docinho.

Já tinha feito gelatina ontem, e a forma tradicional não iria diminuir minha vontade de "beliscar". Então, com os ingredientes da minha geladeira, resolvi criar minhas próprias receitas.

Esta foi a primeira : Gelatina com iogurte grego.

Fiz 2 pacotinhos de gelatina, sabor limão e uva. Acho a gelatina de mercado muito aguada, então preparo com quantidade menor de água.

Após endurecida, misturei as duas porções com 1 pote de iogurte grego. Misturei com um garfo, deixando a gelatina em pedaços e coloquei para gelar novamente.

O resultado foi uma sobremesa deliciosa, pouco calórica e saudável.

E vamos que vamos!!!

domingo, 24 de novembro de 2013

Cérebro - ele quem manda

Bem se diz que a gente acostuma com tudo...

Somente 3 dias de reeducação alimentar e muita mediação e foco e o organismo já está se acostumando. Já não pede tanta comida, já não fico com a barriga corroendo, já não me sinto tão ansiosa.

Claro que os dias são poucos para ter a certeza de que não voltarei a uma fase tão gulosa, mas realmente acredito que o primeiro passo deve ser dado na mudança real de comportamento, chamada por alguns de mente. E se os primeiros dias são mais difíceis, estou vencendo essa parada.

sábado, 23 de novembro de 2013

Medidas - Atualização Permanente

Postarei aqui semanalmente as minhas medidas. Caso ache que semanalmente é desnecessário, passarei a publicar quinzenalmente, não mais que isso.

Dia 23/11/13

Cintura: 113cm
Busto: 117cm
Coxa: 82cm
Quadril: 130cm
Braço: 46cm
Pescoço: 43cm

Dia 30/11/13

Cintura: 111cm
Busto: 117cm
Coxa: 78cm
Quadril: 125cm
Braço: 42cm
Pescoço: 42cm

Momentos difíceis - transição capilar e dieta

Bem se diz que momentos ruins sempre vem acompanhados.

Até um dia desses, quando não me sabia tão obesa, resolvi assumir uma outra mudança, não tanto, mas também difícil. Após anos de química nos cabelos e uso de progressiva e mega-hair, resolvi cortar as madeixas e assumir os cabelos naturais. Processo este conhecido como transição capilar.

Algumas pessoas passam por este processo deixando os cabelos no tamanho que estão ou com os apliques e fazem escovas ou um outro processo chamado texturização. Eu, com aquela ansiedade, fiz este processo por alguns poucos meses e desisti. Então resolvi cortar todo o meu cabelinho bem curto. Momento de preconceito e muitas críticas. As pessoas rotulam obesas de cabelos curtos, familiares fazem cara feia, é um momento de muita aceitação. Tudo ia bem até eu me descobri tão gorda. Agora são dois estressores. E pouca paciência para lidar com eles.

Difícil lidar com o preconceito. Nossa sociedade faz questão de esquecer valores fundamentais humanos. Hoje nos dividimos em grupos específicos e ser minoria ou não se enquadrar em nenhum deles, exclui você de qualquer simpatia ou humanidade.

A ansiedade - esta cruel companheira

Falar de ansiedade para mim é algo muito fácil. Sou desde sempre uma pessoa super ansiosa. Tanto, que quando o psiquiatra me passou medicação para controlá-la, fiquei psicótica ao me perceber tão tranquila, não soube lidar comigo daquela maneira e acabei comprometendo o tratamento. Resumindo, não me conheço sem a ansiedade.

Aprendi com o tempo a lidar com a ansiedade de forma a entendê-la e aceitá-la. Vivemos os nossos limites, únicos, particulares.

Mas... Descoberta do peso atual + aceitação + dieta + reeducação alimentar + pré-adolescência de filho + insônia = Bomba relógio em contagem regressiva.

Quando se precisa perder peso, um dos passos mais difíceis é entender que dias passarão, dependendo do caso, até meses e você ainda será gorda. Nada acontecerá de mágico em 24h. O que não foi feito a vida inteira, não poderá ser refeito num passe mágico. Nossos atos trazem consequências e elas são reflexo de nós mesmos. Aceitação é crescimento e crescer dói, pois só crescemos em crise.

Melhor mesmo é esquecer balança nesses primeiros dias e persistir. Estabelecer uma meta mensal, cumprir e analisar os resultados. Ver se é possível melhorar, fazer diferente, ser melhor do que você mesmo e se superar a cada dia.

Ser sempre melhor, melhor que si próprio.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Primeiros passos

Depois de pesada, literalmente, o próximo passo correto seria procurar um médico. Bem, não tenho dinheiro sobrando para consultas particulares e num país onde a saúde pública é abaixo das críticas possíveis, sou uma privilegiada funcionária pública que tem um plano de saúde. Mas, não é somente a saúde pública que tem seus problemas, possuidores de planos de saúde  também aguardam disponibilidade na marcação de consultas e exames. Por isso, ainda não consegui marcar um endocrinologista.

Não dá pra esperar a consulta mantendo os mesmos hábitos e o primeiro passo é preciso dar sozinha.

Uma revisão na geladeira e armários da cozinha é passo primordial. Aqui em casa não foi difícil. De férias e morando sozinha com meu filho que não é muito chegado a lanches, faço compra semanal e tinha acabado de comprar frutas e verduras para cozinhar de maneira mais saudável neste período, já que normalmente, devido a horários de trabalho, comemos muita besteira.

Na geladeira, peito de frango, temperos diversos, alface, berinjela, ovos, creme vegetal e ainda algumas guloseimas, tipo geléia orgânica de maracujá e um pote de geléia de cacau, diretamente de Ilhéus, presente de meus pais.

Na mesa, torrada de 12 grãos, leite molico, linhaça, chia e um resto de shake que estava envelhecendo em cima da geladeira. Para incrementar o shake, acrescentei um pacote de aveia e gelatina sem sabor. Desta forma, daria para substituir alguma refeição de forma saudável. Muita água bem gelada para hidratar e ativar a ação das fibras.

Devido a um mal funcionamento renal, faixa elástica thera-band para atividade de pilates de solo. Desta forma, com a atividade física, o metabolismo aumentaria fazendo tudo funcionar melhor. Dito e feito, 24h depois, menos edemas e muito fluxo urinário, além de intestino soltinho. Chia faz isso comigo, deixa o intestino funcionando muito bem após o primeiro dia de uso. Sempre tenho em casa, só faltava disciplina para usar direito.

Já ia esquecendo uma coisinha fundamental: chás, muitos chás. Chá verde, hibisco, cavalinha, abacateiro. Esses últimos diuréticos, especialmente para mim que tenho problemas com retenção urinária, são maravilhosos. Chá é sempre bom e dá aquela saciada. O hibisco tira a fome e é uma delícia.

Como uso a chia: coloco numa mesma vasilha um pacote de chia e outro de linhaça dourada. Coloco uma colher num copo com água à noite, deixo na geladeira e pela manhã, em jejum, é só mexer bem a gelatina que fica e beber. Não tem gosto de nada além de água mesmo.

Algo muito importante: reeducação alimentar.

Comer pequenas porções de 3/3h.

Decidindo viver bem

Depois daquela sessão de tortura, onde descobri estar com 110kg, resolvi mudar.

No mesmo dia fechei a boca, e comecei a caminhar. Substitui completamente o pão e investi na alimentação fraccionada de 3/3h. Devo dizer que isso aconteceu dia 21/11/13, há exatos 3 dias do meu aniversário, data em que completo 35 primaveras, verões, outonos e muitos invernos. 2 dias se passaram e óbvio que está tudo muito difícil e muitos deslizes são cometidos e percebidos apenas depois. Mas o foco está mantido e quando alguma coisa muda realmente dentro de nós, algo acontece externamente. É assim quando engolimos dores e nos deprimimos e também quando engolimos outras dores e realmente as usamos como força motriz.

Não fui uma gorda infeliz (já usando o verbo no passado), não quero ser magra para compensar tristezas, quero ser magra para ter mais saúde, dormir melhor, usar a roupa que quero e não é vendida em tamanho maior e poder me olhar no espelho com mais leveza.

Até ontem, meu pouco esforço em emagrecer se resumia a uma justificativa muito blasè. Dizia que meu valor estava no meu comportamento e caráter, sendo assim, os bons me amariam ou não teriam valor para mim. E foi com esse pensamento que me permiti 4 cirurgias renais, dezenas de outras graves crises sem necessidade cirúrgica, apneia do sono, ronco, tristeza ao provar centenas de roupas, amargura, edemas, pele ressecada, estrias infinitas, hipertensão, prisão de ventre, asma e diversos outros problemas de saúde causados pelo sedentarismo e obesidade.

Há quem diga que meu caso requer cirurgia bariátrica, mas morro de medo só de pensar, então, vou mostrar aqui o poder da força de vontade de uma sagitariana balzaquiana.

Finalmente, às vésperas de completar 35 anos, tomei a decisão mais importante de minha vida.

Ter saúde!!

Sou gorda

Então foi assim que aconteceu... Estava procurando um óleo especial para hidratação, percorrendo farmácias (Quem não ama essas farmácias modernas???), quando de repente, lá estava ela, simples, sem todos aqueles apetrechos e funcionalidade super hiper, ela era simplesmente ela mesma, sua única função era aquela, promover ou destruir sonhos fazendo a única coisa que sabia fazer. Sim, era ela: a balança.

Destituída de qualquer receio, muito embora ciente de estar acima do peso, resolvi encarar. Já que estávamos ali tão próximas, que mal havia??? Tirei a bolsa, prendi minha sacola retornável super chique que minha prima trouxe da França para mim, retirei as sapatilhas e subi, confiante. Era digital e de repente parecia que o tempo tinha congelado e retornava em câmera lenta... Via aqueles números subindo, crescendo, percorrendo todas as dezenas de dois dígitos, até que chegou nos três dígitos e ainda continuava a subir. Claro que todo este processo não demorou nem trinta segundos, mas pensando neles agora, parece que ainda vejo aqueles números crescendo e crescendo, até que chegaram em 110 e enfim, pararam.

Senti uma dor forte que mais parecia um infarto... Tive medo de respirar e assim engolir ar e aumentar o meu peso.

Foi difícil perceber que já tinha atingido todo o meu limite. E aquilo me deu forças para finalmente lutar de verdade por mim mesma.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Filhos

Há que se diga que existe um ditado assim: Filhos, melhor não tê-los...

Não sei quem disse a frase ou se realmente alguém filosofou a respeito desta forma. Ou se de repente a frase perdeu o contexto original e após sucessivas repetições foi perdendo o sentido transformando-se como num telefone sem fio. Enfim...

Não pretendo discutir aqui a veracidade e teor da frase, apenas compartilhar um pouco da minha experiência como mãe.

Hoje, tenho 34 anos e um filho de 12. Lembro-me que no meu tempo (primeiro indicio de choque de gerações), anos 80, aos 12, éramos crianças. Hoje, são pré-adolescentes. Eu nem lembro de ter sido pré-adolescente, então, imaginemos como tem sido difícil lidar com essa novidade.

O plano era ser primeiramente diferente, completamente diferente dos meus pais. A ideia inicial era ser amiga, escutar(obviamente antes de perceber a quantidade de argumentos que existe), estabelecer uma relação de confiança e respeito e mais uma série de teorias legais.

Mais uma vez não recordo onde li, mas acho muito interessante e ficou registrado antes mesmo de me tornar mãe: mãe não é amiguinha.

É bárbaro perceber isso, e também um choque. Porque a mãe quer ser amiga do filho, mas a relação maternal vai muito além, e os limites, se impostos fora do tempo, acabam sendo mais difíceis para a mãe do que para o filho.

Acredito que muitas mães de primeira viagem têm entrado em choque ao perceber que ser somente amiguinha não vai ajudar na construção de uma identidade digna do filho. Espero que possamos vencer essa barreira o mais cedo possível e deixemos de achar que um SIM seja sinal de amor maior que um NÃO.