sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sou gorda

Então foi assim que aconteceu... Estava procurando um óleo especial para hidratação, percorrendo farmácias (Quem não ama essas farmácias modernas???), quando de repente, lá estava ela, simples, sem todos aqueles apetrechos e funcionalidade super hiper, ela era simplesmente ela mesma, sua única função era aquela, promover ou destruir sonhos fazendo a única coisa que sabia fazer. Sim, era ela: a balança.

Destituída de qualquer receio, muito embora ciente de estar acima do peso, resolvi encarar. Já que estávamos ali tão próximas, que mal havia??? Tirei a bolsa, prendi minha sacola retornável super chique que minha prima trouxe da França para mim, retirei as sapatilhas e subi, confiante. Era digital e de repente parecia que o tempo tinha congelado e retornava em câmera lenta... Via aqueles números subindo, crescendo, percorrendo todas as dezenas de dois dígitos, até que chegou nos três dígitos e ainda continuava a subir. Claro que todo este processo não demorou nem trinta segundos, mas pensando neles agora, parece que ainda vejo aqueles números crescendo e crescendo, até que chegaram em 110 e enfim, pararam.

Senti uma dor forte que mais parecia um infarto... Tive medo de respirar e assim engolir ar e aumentar o meu peso.

Foi difícil perceber que já tinha atingido todo o meu limite. E aquilo me deu forças para finalmente lutar de verdade por mim mesma.

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