quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Filhos

Há que se diga que existe um ditado assim: Filhos, melhor não tê-los...

Não sei quem disse a frase ou se realmente alguém filosofou a respeito desta forma. Ou se de repente a frase perdeu o contexto original e após sucessivas repetições foi perdendo o sentido transformando-se como num telefone sem fio. Enfim...

Não pretendo discutir aqui a veracidade e teor da frase, apenas compartilhar um pouco da minha experiência como mãe.

Hoje, tenho 34 anos e um filho de 12. Lembro-me que no meu tempo (primeiro indicio de choque de gerações), anos 80, aos 12, éramos crianças. Hoje, são pré-adolescentes. Eu nem lembro de ter sido pré-adolescente, então, imaginemos como tem sido difícil lidar com essa novidade.

O plano era ser primeiramente diferente, completamente diferente dos meus pais. A ideia inicial era ser amiga, escutar(obviamente antes de perceber a quantidade de argumentos que existe), estabelecer uma relação de confiança e respeito e mais uma série de teorias legais.

Mais uma vez não recordo onde li, mas acho muito interessante e ficou registrado antes mesmo de me tornar mãe: mãe não é amiguinha.

É bárbaro perceber isso, e também um choque. Porque a mãe quer ser amiga do filho, mas a relação maternal vai muito além, e os limites, se impostos fora do tempo, acabam sendo mais difíceis para a mãe do que para o filho.

Acredito que muitas mães de primeira viagem têm entrado em choque ao perceber que ser somente amiguinha não vai ajudar na construção de uma identidade digna do filho. Espero que possamos vencer essa barreira o mais cedo possível e deixemos de achar que um SIM seja sinal de amor maior que um NÃO.

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