sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Decidindo viver bem

Depois daquela sessão de tortura, onde descobri estar com 110kg, resolvi mudar.

No mesmo dia fechei a boca, e comecei a caminhar. Substitui completamente o pão e investi na alimentação fraccionada de 3/3h. Devo dizer que isso aconteceu dia 21/11/13, há exatos 3 dias do meu aniversário, data em que completo 35 primaveras, verões, outonos e muitos invernos. 2 dias se passaram e óbvio que está tudo muito difícil e muitos deslizes são cometidos e percebidos apenas depois. Mas o foco está mantido e quando alguma coisa muda realmente dentro de nós, algo acontece externamente. É assim quando engolimos dores e nos deprimimos e também quando engolimos outras dores e realmente as usamos como força motriz.

Não fui uma gorda infeliz (já usando o verbo no passado), não quero ser magra para compensar tristezas, quero ser magra para ter mais saúde, dormir melhor, usar a roupa que quero e não é vendida em tamanho maior e poder me olhar no espelho com mais leveza.

Até ontem, meu pouco esforço em emagrecer se resumia a uma justificativa muito blasè. Dizia que meu valor estava no meu comportamento e caráter, sendo assim, os bons me amariam ou não teriam valor para mim. E foi com esse pensamento que me permiti 4 cirurgias renais, dezenas de outras graves crises sem necessidade cirúrgica, apneia do sono, ronco, tristeza ao provar centenas de roupas, amargura, edemas, pele ressecada, estrias infinitas, hipertensão, prisão de ventre, asma e diversos outros problemas de saúde causados pelo sedentarismo e obesidade.

Há quem diga que meu caso requer cirurgia bariátrica, mas morro de medo só de pensar, então, vou mostrar aqui o poder da força de vontade de uma sagitariana balzaquiana.

Finalmente, às vésperas de completar 35 anos, tomei a decisão mais importante de minha vida.

Ter saúde!!

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